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Sociedade Protetora da Diversidade das Espécies |
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Realizações da PROESP
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PROESP foi fundada em 13 de abril de 1977 por um grupo de
intelectuais, entre os quais o Eng. Agrônomo Hermes Moreira de
Souza, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Este ambientalista
coletou e plantou centenas de espécies de plantas brasileira, em
Campinas no Parque do IAC, no centro da cidade, em área aproximada de
dois hectares e na Fazenda Santa Elisa, hoje denominada Núcleo
Experimental de Campinas, o que constituiu o denominado complexo do
Monjolinho, com mais de duas mil espécies de plantas preservadas. Na
área de dois hectares no centro da cidade de Campinas, setecentas espécies
vegetais foram cultivadas, formando uma arborização e paisagismo sui
generis. Neste local cerca de 30 espécies de pássaros, entre migratórias
e permanentes no parque, conseguiram se estabelecer e procriar face à
diversidade vegetal existente. Outros parques da cidade de Campinas não
eram ricos em avifauna como Parque do IAC devido a grande diversidade
vegetal existente no IAC, o que propiciava substrato alimentar e condições
de sobrevivência para os pássaros. Este foi o exemplo material que
motivou os intelectuais a criarem a PROESP para estender a outros
parques e locais a diversidade de espécies vegetais existente no IAC,
para possibilitar a sobrevivência das mesmas e oferecer condições
de sobrevivência para a fauna.
As reuniões da PROESP, semanais, sempre foram um mercado livre de troca de sementes. Cada associado era um formador de mudas, em sua casa, em chácara ou em seu local de trabalho. As mudas formadas eram plantadas em praças de Campinas e região. Na porta do Bosque dos Jequitibás foi feito o plantio de 200 espécies vegetais arbóreas em um único dia, para ampliar a área verde desse magnífico Bosque. A PROESP distribuiu mudas gratuitamente para clubes, escolas, parques infantis, igrejas, indústrias e propriedades particulares. Acima de tudo a PROESP procurou mostrar que não basta arborizar. É necessário diversificar para preservar. É necessário lutar para a preservação da diversidade das espécies. A PROESP tem feito isto com determinação desde 1977. Todas as áreas preservadas de Campinas, inclusive a Mata da Fazenda Santa Genebra, que foi doada para a Prefeitura Municipal de Campinas, foram objeto de luta da PROESP. |
(extraído de texto do Dr. Carlos Jorge Rossetto, Eng. Agr. e Pesquisador Científico do IAC)